quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Relatorias Nacionais em Direitos Humanos assumem mandato para 2012-2014


Relatorias Nacionais em Direitos Humanos assumem mandato para 2012-2014

Por  Combate ao Racismo Ambiental , 06/07/2012 16:20


Seminário de Avaliação e Planejamento definiu eixos e estratégias de atuação das Relatorias para os próximos dois anos
A Plataforma Dhesca Brasil realizou nos dias 3 e 4 de julho, em Brasília/DF, o Seminário de Avaliação e Planejamento e a posse das Relatorias em Direitos Humanos, que cumprirão o mandato de 2012-2014. O evento também contou com o lançamento da Revista “Relatorias em Direitos Humanos: fortalecimento de uma cultura de direitos no Brasil.”
Seminário discute estratégias de atuação das Relatorias
No ano em que as Relatorias completam uma década de atuação, o diálogo entre Relatores(as) e Assessores(as), Coordenação e Secretaria Executiva da Plataforma Dhesca e representantes de redes presentes ao seminário mostrou um importante avanço no que se refere ao cumprimento dos princípios da universalidade e indivisibilidade dos direitos humanos. O seminário também serviu para uma análise da conjuntura dos direitos humanos no país e da atuação das Relatorias. O debate sobre os Planos  de Trabalho das Relatorias para os próximos anos apontou para a investigação de casos emblemáticos de violações dos direitos humanos no país e a possibilidade de convergência das ações e realização de missões conjuntas das Relatorias para o Direito Humano à Cidade, à Educação, ao Meio Ambiente, à Saúde Sexual e Reprodutiva e à Terra, Território e Alimentação.
As Relatorias irão atuar na perspectiva dos seguintes eixos transversais: Raça e Gênero, Modelo de Desenvolvimento e Direitos Humanos, Trabalho, Criminalização dos Defensores de Direitos Humanos e Movimentos Sociais e Democratização do Sistema de Justiça.
 Cerimônia de posse tem renovação de acordo com PFDC e lançamento de revista
A posse das Relatorias em Direitos Humanos aconteceu na quarta-feira (04), na sede do Ministério Público Federal. O procurador Dr. Aurélio Virgílio Veiga Rios, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) ressaltou a importância da atuação das Relatorias e destacou a parceria entre a PFDC e a Plataforma Dhesca, que desde 2003 mantêm um termo de parceria que garante apoio às investigações feitas pelas Relatorias. Esta parceria foi, desde o início, fundamental para garantir o caráter público das Relatorias em Direitos Humanos, que emergiram da sociedade civil, mas mantém diálogo com o poder público. A posse das Relatorias também marco a renovação da parceria.
Durante a posse, a vice-Procuradora Geral da República, Dr.ª Deborah Duprat, reconheceu o “importante valor do trabalho das Relatorias”. A Procuradora tem marcado sua atuação na defesa da garantia dos direitos humanos. Cabe, também, ressaltar as presenças de integrantes do Conselho de Seleção das Relatorias: Secretaria de Direitos Humanos, PFDC, Unesco, UNFPA, Unicef e da deputada federal Érika Kokay, da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.
Outro momento importante da cerimônia foi o lançamento da revista “Relatorias em Direitos Humanos: fortalecimento de uma cultura de direitos no Brasil”, que traz sistematização e balanço da atuação dos Relatores no período de 2009-2011 e destaca os dez anos do projeto.
Saiba quem são os(as) Relatores(as) que assumiram o mandato para o período 2012-2014
Direito à Cidade
Leandro Franklin Gorsdorf: advogado e mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Atualmente é professor-assistente da UFPR e conselheiro da organização de direitos humanos Terra de Direitos. Tem grande experiência com atuação em assessoria jurídica popular aos movimentos sociais ligados à questão urbana. Integra também o Observatório de Políticas Públicas do Paraná e propõe na sua atuação como Relator, dentre outros temas, o acompanhamento dos megaeventos, que impactam diretamente no Direito à Cidade.
Direito à Educação: Rosana Rodrigues Heringer
Socióloga, com doutorado e mestrado em Sociologia. É professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora na área de democratização do aceso ao ensino superior, políticas de ação afirmativa e desigualdades raciais na educação. Já atuou como coordenadora executiva da Action Aid Brasil. Integra o Conselho Fiscal da CLADE (Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação) e o Conselho Diretor do Fundo Social Elas. Em sua proposta de atuação na relatoria, Rosana inclui temas como educação e laicidade do Estado, educação no campo e educação e orientação sexual.
Direito ao Meio Ambiente: Cristiane Faustino da Silva e Michèle Tomoko Sato
Cristiane Faustino: Graduada em Serviço Social pela Universidade Estadual do Ceará. Atua como coordenadora do Programa de Democratização da Participação Política do Instituto Terramar. Sua atuação em direitos humanos é voltada particularmente para questões relacionadas a gênero e raça, além das questões ambientais, tendo assessorado diversas organizações e grupos a partir destes temas. É reconhecida ativista em Direitos Humanos, com experiência também na área de Racismo Ambiental. Inclui em sua proposta de atuação na Relatoria temas como a contaminação por chumbo em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, e as violações de direitos humanos no Porto do Açu, Rio de Janeiro.
Michèle Tomoko Sato: Possui licenciatura em Biologia, mestrado em Filosofia, doutorado em Ciências e pós-doutorado em Educação. É professora do Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e colaboradora nas universidades federais de São Carlos (UFSCar, SP) e Rio Grande do Sul (FURG, RS), além da Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha. Possui uma trajetória consolidada de mais de 20 anos de luta e atuação na defesa dos direitos humanos e da terra. Além de fundadora atuante no Fórum de Direitos Humanos e da Terra, é fundadora e uma das principais articuladoras da Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental (REMTEA), do Grupo de Trabalho de Mobilização Social (GTMS) e de outros importantes espaços de debates e ações em torno da Educação Ambiental.
Direito à Saúde Sexual e Reprodutiva: Beatriz Galli
Advogada, mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Toronto, no Canadá. Atua como assessora de Políticas para América Latina do Ipas Brasil, é membro do Cladem Brasil e da Comissão de Bioética e Biodireito da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro. Foi uma importante articuladora no ”caso Alyne” e do caso Maria da Penha. Sua atuação está voltada para temas como a questão da mortalidade materna e dos direitos sexuais e reprodutivos.
Direito à Terra, Território e Alimentação: Sérgio Sauer
Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília e mestre em Filosofia da Religião pela School of Mission and Theology, da Faculdade de Artes, Universidade de Bergen, Noruega. Graduado em teologia e filosofia. Foi assessor parlamentar no Senado Federal. Atualmente é professor da Universidade de Brasília, da Faculdade de Planaltina e dos Programas de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural e em Agronegócios da UnB. Já foi relator desta mesma relatoria no período de 2009 a 2011 e está sendo reconduzido para mais um mandato. Além de sua grande experiência acadêmica, tem formte atuação junto aos movimentos sociais, especialmente no que se refere à questão agrária, ambiental e à soberania alimentar.
http://www.dhescbrasil.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=582:posse-relatorias-em-direitos-humanos&catid=69:antiga-rok-stories. Enviada por Diosmar Filho.

Infelizmente o súbito esquecimento presidencial ocorreu...

Parabéns presidente Dilma,pelo seu 1º ano de promessas não compridas, agora com o povo de Santo Amaro e sua contaminação por Chumbo e outros metais pesados a contaminação histórica e ''Emblemática''


Mapa mostra como a injustiça ambiental afeta a saúde coletiva no país

 TP ''Santo Amaro faz parte dessa triste estatística, e sem nenhuma remediação,resultado dos anos de exposição por metais pesados, através da Companhia Brasileira de Chumbo COBRAC e dos Governos Omissos''...

Mapa mostra como a injustiça ambiental afeta a saúde coletiva no país
Por Combate Racismo Ambiental, 22/09/2012 16:59

 Foto: Santo Amaro faz parte dessa triste estatística, e sem nenhuma remediação,resultado dos anos  de exposição por metais pesados, através da Companhia Brasileira de Chumbo COBRAC e dos  Governos  Omissos...

Mapa mostra como a injustiça ambiental afeta a saúde coletiva no país
Por Combate Racismo Ambiental, 22/09/2012 16:59
Por Daniela Lessa

Hoje há, pelo menos, 343 conflitos ambientais no Brasil com impacto na saúde coletiva. As populações mais atingidas são indígenas (33,67%), agricultores familiares (31,99%) e quilombolas (21,55%), em regiões rurais (60,85%), urbanas (30,99%) e em áreas com características não definidas (8,17%). Esses são alguns dos dados apresentados pelo Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil, elaborado pela Fiocruz e pela ONG Fase. Misto de espaço para denúncias e instrumento de monitoramento, o projeto sistematiza e traz a público – por meio de seu site – informações sobre casos de injustiça ambiental em todo o Brasil.
VEJA AQUI.http://racismoambiental.net.br/2012/09/mapa-mostra-como-a-injustica-ambiental-afeta-a-saude-coletiva-no-pais/


Por Daniela Lessa

Hoje há, pelo menos, 343 conflitos ambientais no Brasil com impacto na saúde coletiva. As populações mais atingidas são indígenas (33,67%), agricultores familiares (31,99%) e quilombolas (21,55%), em regiões rurais (60,85%), urbanas (30,99%) e em áreas com características não definidas (8,17%). Esses são alguns dos dados apresentados pelo Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil, elaborado pela Fiocruz e pela ONG Fase. Misto de espaço para denúncias e instrumento de monitoramento, o projeto sistematiza e traz a público – por meio de seu site – informações sobre casos de injustiça ambiental em todo o Brasil.
O mapa enfoca a relação entre essas injustiças ambientais e os problemas de saúde, adotando uma concepção ampliada de saúde. Ou seja: considera não apenas sua dimensão biomédica, mas questões relacionadas aos conflitos, à qualidade de vida, cultura, tradições e violência. Segundo o coordenador geral do projeto, o pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) Marcelo Firpo, a questão essencial é o combate ao atual modelo de desenvolvimento que despreza os direitos humanos em favor de um produtivismo exacerbado. “Nenhum crescimento econômico deveria justificar assassinatos, qualquer tipo de violência ou a perda da qualidade de vida das populações, atingidas em seus territórios. Mas não é isso o que acontece”, critica. Além de Firpo, o mapa conta com a coordenadoria executiva de Tania Pacheco e outros pesquisadores que avaliam, sistematizam e revisam as informações antes de disponibilizá-las no site.
Selecionando conflitos sistematicamente denunciados pelas próprias populações, por movimentos sociais e pela Rede Brasileira de Justiça Ambiental desde o início de 2006, o mapa revela que a principal resultante do impacto ambiental sofrido pelas populações é a piora em sua qualidade de vida (79,8%). O segundo grave problema das comunidades é a violência, nas formas de ameaça (37,71%), coação física (15,82%), lesão corporal (12,12%) e assassinato (10,10%). Outros problemas de saúde também impactados significativamente em situações de injustiça ambiental são doenças não transmissíveis (40,07%) e insegurança alimentar (30,98%).
Violência e insalubridade
Firpo ressalta que os números da violência são essenciais na análise da interface entre saúde, ambiente, direitos humanos e democracia, demonstrando o quanto as populações que lutam por seu modo de vida e contra os interesses econômicos são atacadas. Quanto às doenças não transmissíveis, ele resgata o conceito de zonas de sacrifício ou infernais – do sociólogo americano Robert Bullard – e resume: “Por exemplo, pessoas passam a habitar áreas poluídas e sem a mínima infraestrutura próximas aos grandes empreendimentos, fábricas poluentes ou lixões em busca de empregos e sobrevivência, e acabam sofrendo pelo agravamento de doenças como câncer e problemas respiratórios.”
Em relação à insegurança alimentar, a questão é diretamente ligada à degradação ambiental e às transformações nos modos de vida locais. “As monoculturas de eucalipto, por exemplo, geram problemas de acesso à água e isso afeta outras culturas agrárias. No caso de populações tradicionais, como indígenas e quilombolas, a ruptura nos modos de vida não é apenas material, mas também simbólica”, exemplifica.
O projeto teve apoio inicial do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde e deverá continuar a ser apoiado, a partir do final deste ano, pela Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Visite o site do Mapa e conheça detalhes sobre os conflitos ambientais no Brasil e seus impactos sobre a saúde coletiva.


http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/injusti%C3%A7a-ambiental-afeta-sa%C3%BAde-coletiva


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Quem São os Militantes sociais,os ativistas cidadãos, que apoiam e faz parte dessa luta do MOPSAM ?

                         
                             
O MOPSAM tem um formato de mobilização na democraticidade participativa e extremamente apartidário, é a junção de todos atores da sociedade na defesa da vida, faça parte você também!!

O Movimento Popular de Saúde Ambiental Santo Amaro.Ba, nasceu na periferia da cidade de Santo Amaro,pela necessidade obvia de dar vozes aos segregados uma população completamente exposta com a contaminação, especialmente as populações diante da vulnerabilidade social,como Caeira,Bonfim,Derba,Pilar,Ilha do do Dendê etc... como consta no propio MAPA da contaminação, http://www.sat.ufba.br/site/main.asp?view=galeria&id=47as maiores concentrações que receberam toneladas de  escorias para construção de vias publicas e reboco de casas,e que nesse período nunca foi dado vozes, a essa pessoas,que conviveu com o engano, pois diziam que a contaminação estaria só em torno da fabrica,configurando um racismo ambiental historico, a população em geral se posiciona,buscando publicidade aos atos, para revindicar os seus direitos suprimidos, alem disso, vem por meio deste, dar visibilidade também as pessoas que lutaram e os que entram nessa luta,e que acredita na legitimidade desse MOVIMENTO,para buscarmos juntos,sem diferenças as reparações nas questões pontuais da contaminação, ao longo de 40 anos de genocídio silencioso,nesse sentido o MOVIMENTO jamais deixaria de lado os atores que tentaram contribuir e ainda tentam de uma forma ou de outra, mesmo que antes para beneficio de ex,trabalhadores e agora estão juntos na causa, MOPSAM,para que atinja uma  reivindicação decentralizada, com Eqüidade para a SANTO AMARO como um todo.


Veja quem são eles e faça parte você Tambem!

VIRGINIA MONTEIRO Santoamarense e militante há mais de 20 anos, na luta a favor da despoluição do Rio Subaé e contra a contaminação por metais pesados de nossa cidade, do nosso rio e do nosso sofrido povo. Quando foi vereadora. 


Por Virgina Monteiro: abracei a causa da contaminação de Santo Amaro da Purificação como bandeira principal de luta. Até então nada foi feito, mas a luta continua e a bandeira por uma cidade despoluída ainda continua de pé. Muitos ex-trabalhadores da extinta Companhia Brasileira de Chumbo - COBRAC, instalada em nossa cidade em 1960, já morreram por causa da contaminação e muitos outros cidadãos santoamarenses estão contaminados e sequer sabem disso. Os políticos, impiedosamente, transformaram a contaminação de nossa cidade e a poluição do Subaé em temas meramente eleitoreiros que lhes renderam e ainda rendem muitos votos e milhões de reais desviados por eles, representantes oficiais da ganância desmedida e da corrupção avassaladora que envergonha e desmoraliza cada vez mais as instituições políticas desse nosso país. É parte legitima do MOPSAM E ASSINA O MANIFESTO!


Senhor Adailson Pereira Moura, cidadão ex-empregado e vítima da contaminação provocada pela COBRAC É Presidente do AVICCA.e membro titular do Conselho Municipal de Saúde, e do conselho municipal do meio Ambiente.Provocou ações individuais de ex-trabalhadores pela AVICCA,que buscam nos tribunais compensação pelos males causados pela exposição aos metais pesados. Cerca de 30 pessoas já obtiveram sentença favorável, ativista incansável luta na busca de reparações a população de Santo Amaro e Boquira.
Encaminhou dossiê do Chumbo ao Ex-presidente da Republica Luis Inácio Lula da Silva.2005 alem de outras inúmeras ações de reenvidicaçoes nos colegiados,conferencias e etc,representando os trabalhadores e ex trabalhadores da fabrica,e a população a nível municipal,estadual e Federal.Principal apoiador do MOPSAM,É parte legitima dessa luta e companheiro direto do MOPSAM ASSINA O MANIFESTO!!!


 Augusto Machado Augusto, Cidadão de Santamarense, ex-foncionario da fabrica como técnico em laboratório durante 19 anos, vitima, foi um dos fundadores da AVICCA e primeiro coordenador 2000 a 2002.ano da sua criação sindicalista, cipista, membro de entidades e agremiaçoes filantropicas onde começou a busca do reconhecimento e direitos. dos ex- trabalhadores.(COBRAC}.




HOJE É FUNCIONÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO PUBLICA MUNICIPAL ,COORDENADOR DA VIGILÂNCIA EM  SAÚDE DO MUNICÍPIO,membro do conselho do meio ambiente municipal. 


Areá que precisa dar  a maior atenção a população exposta dos quais   vivem doentes por esses agravos na saúde...


NAO ASSINA O MANIFESTO!!!
Entretanto...
Foi e é  parte legitima na luta sobre a Contaminação, como militante no tocante, das renvidicaçoes para o segmento do EX TRABALHADORES DA COBRAC, com referencia a contaminação.


Professor Fernando Martins Carvalho do Departamento de Medicina Preventiva conhecedor da causa de Santo Amaro contribuiu na academia realizando um estudo aprofundado de AVALIAÇÃO DE RISCO À SAÚDE HUMANA POR METAIS PESADOS EM SANTO AMARO DA PURIFICAÇÃO - BAHIA
Alem da pesquisa mencionada possibilitou através do MAPA da contaminação do solo na cidade, onde mostra em contundência dos fatos e a comprovação da exposição da população ao longo de 40 anos.NAO ASSINA O MANIFESTO,ENTRETANTO É PARTE LEGITIMA DA CONSTRUÇÃO DA COMPROVAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO POR CHUMBO E OUTROS METAIS PESADOS .


Maria Eunice Martins Luz (Nicinha do Samba) (nicinhadosambaraizeshotmailcom) Nicinha Raízes - Santo Amaro 
Cidadã mantenedora da cultura popular santo-amarense,vivenciou na pele a contaminação ao longo desses 40 anos,utilizou das águas do rio subaé para sua subsistência Nora de Popó, famoso condutor de trole de sua região que resgatou e imortalizou o Maculelê, Dona Nicinha introduziu o Samba de Roda neste grupo de Santo Amaro. O Raízes do Samba tem mais de 30 integrantes que tocam pandeiro, reco-reco, agogô, tamborim, maraca. As sambadeiras preservam seu jeito particular de sambar.NICINHA ASSINA O MANIFESTO E É MILITANTE DO MOPSAM

O Cidadão, Ediney Santana.
* Nasceu em Mundo Novo – Chapada Diamantina-Ba, em 14 de março de 1974, reside em Santo Amaro da Purificação - Ba, ha mais de 30 anos.
Professor,poeta,compositor e formador de opinião,podemos destacar aqui,uma de suas importantes contribuições com relação a questão da contaminação e do descaso histórico como foi tratado o caso na cidade, destaque a matéria feita no Blog: 
Dando publicidade esse caso de forma imparcial e contundente.

Por Ediney Santana:


As lutas ambientais são neste momento de transição em que todas as bandeiras políticas parecem perder todo sentido social a mais importante se não a única que tem eco sincero nas minhas vivências pelo mundo. Não se trata de uma disputa de classes, gênero ou religião é algo maior, trate-se da nossa permanência neste planeta, não da sua ou da minha mais do gênero humano.
A natureza calmamente dia após dia vai se recuperar de todas agressões sofridas. Neste seu natural renascimento um dia nossa espécie pode simplesmente deixar de existir, a natureza tem todos os instrumentos para se livrar de uma espécie autodestrutiva como a nossa.
O meio ambiente artificializado criado por nós tende a desaparece diante a grandeza de vida que é a natureza, chamam esse desaparecimento de “catástrofes naturais”, eu chamo de reorganização da vida feita pela natureza.
A natureza não nos separa em castas ou classes, não nos reconhece como doutos ou ignorantes e nos cobra de maneira igual às agressões causadas a ela. Por isso associações como Mopsam neste momento é de importância singular, porque a natureza não é um objeto distante que olhamos ou estudamos, todos nós somos parte dela e quando erguemos a voz para dizer que algo está errado falamos pela sua voz, como se estivesse nos dando mais uma chance de vida em meio ao mortuário estilo de sociedade que criamos.
Não é mais só uma questão de assegurarmos um mundo viável para as futuras gerações, mas de salvarmos nosso próprio presente tão degradado e individualizado. Em Santo Amaro temos a prova de como o individualismo social e a irresponsabilidade política tem humilhado e silenciosamente matado muitos da nossa espécie. Sob nossos pés essa irresponsabilidade política se manifesta com o nome de escoria a nos envenenar, inundar nosso sangue de ruína e medo.
Ainda podemos salvar nossa espécie dessa ruína invisível que nos desafia, mas que podemos 

ELE NAO ASSINA O MANIFESTO,ENTRETANTO, É PARTE LEGITIMA DA LUTA DO MOPSAM, IMPORTANTE NA CONSTRUÇÃO DA CULTURA DA VERDADE, SOBRE A CONTAMINAÇÃO.
O MOPSAM o agradece.
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Ney Didãn,Cidadão do mundo, negro, compositor e morador da comunidade do Pilar Stº Amaro, Candomblecista,conviveu as margens da nascente do Rio Subaé em Feira de Santana. Participa ativamente por meios de movimentos sóciais contra Racimo ambiental e institucional,na Rede Brasileira de Justica Ambiental) RBJA em São Paulo e Bahia Idealizador dos Movimentos Populares MOPSAB/Sp e MOPSAM/Ba ,participou em conferencias de saúde e foi membro do Conselho de Saúde em Sp,membro integrante da militância da UNEGRO/Sp.
O cidadão do mundo, Frede Assis Ribeiro,ator renomado da dramaturgia brasileira, coreografo,fez Filosofia na Universidade Federal da Bahia (UFBA),filho de mãe santo-amarense,mora no Rio de Janeiro e em suas andanças, esta sempre de volta as suas raízes é ativista ambiental, independente de qualquer vinculo,luta ativamente pela integridade da vida animal.



Freddy Assis Ribeiro,é novo integrante e parte legitima do movimento do bem, MOPSAM,na luta de vermos garantidos o direito a vida,daqueles que convivem diante da contaminação dos metais pesados em Santo Amaro. BA e é contra qualquer tipo de racismo.O MOPSAM fica honrado de tê-lo, como ativista nessa luta parabenizamos por sua atitude cidadã,e por seu compromisso social na luta e na fé, de que juntos podemos mudar!!!


Por Freddy :sobre o MOVIMENTO;''Acho muito preciso numa cidade que é umas das mais poluídas do mundo,devido suas ruas estarem repletas de chumbo, já foi capa inclusive de diversas matérias mundo afora , que pude ver pelas minhas andanças pelo mundo , isso sem falar da poluição e agonia do rio Subaé, como filho de santamarense e ter sido criado parte lá,e amar essa cidade acho imprescindível esse movimento e qualquer outro, que lute pela saúde e bem estar de sua população''






Cidadã Ana Purificação, santamarense. Mestra pela Universidade de Brasília, área de concentração Gestão, Politicas Publicas e Desenvolvimento Sustentável. Especialização lato sensu pela Universidade do Estado da Bahia UNEB em Metodologia do Ensino Pesquisa e Extensão em Educação. Especialização lato sensu pela Univesidade Estadual de Feira de Santana UEFS em Gestão Ambiental. Docente dos Cursos de Graduação em Pedagogia,Letras,Engenharia Ambiental e , Produção e Automação nas disciplinas Metodologia do Trabalho Cientifico, Pesquisa e Pratica, Trabalho de Conclusão de Curso. Nos Cursos de Pós-graduação em Meio Ambiente e Educação, Gestão Ambiental e com as disciplinas Educação Ambiental e Projeto de Monografia. Professora Orientadora de Monografias nos Cursos de Graduação e Pós-graduação.Coordenadora de Gestão de Residuos Solidos na Companhia de Desenv. Urbano do Estado da Bahia em projetos de desenv. comunitario ,ações ambientais na area de planejamento urbano e residuos sólidos. Participa movimentos sociais em prol da Educação Ambiental , mobilizadora comunitária na inclusão socioprodutiva de catadores. Orientadora no Curso de Engenharia FAMEC / Camaçari de monografias com a tematica da contaminação por chumbo em Santo Amaro e Gestão dos Residuos Sólidos.



Ana Purificação,Assina o manifesto,e é parte legitima na luta contra o racismo ambiental em Santo Amaro,como cidadã ativista atuante e integrante do MOPSAM,seja muito bem vinda, para a construção das reparações sócio ambientais na cidade mais contaminada do mundo,sua presença e sua experiencia na areá ambiental, sera de grande avalia e fara a diferença nessa construção coletiva!!


Ricardo Alves, cidadão santoamarense estudante do IFBA(Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia) alem disso, é interessado a questão, e sobre a descontaminação do chumbo em sitios contaminados, ativista das redes sociais a favor das causas sócio ambientais,é mais um novo integrante da luta contra o racismo ambiental do MOPSAM, Ricardo Alves é parte legitima do MOPSAM e assina o manifesto,seja muito bem vindo.
Amapagu Cazumba,Ambientalista, ativista social,esta a frente das questões que envolve o Gênero e Raça na cidade,cidadã santoamarense, esta inserida na luta em contribuir na construção efetiva dos direitos sociais da população de Santo Amaro, contra o racismo ambiental,e
institucional esta junto com o MOPSAM.


Por Amapagu Cazumba:
''Sou ambiciosa por demais.o que eu quero é mudar o mundo sem ferir ninguem''
Edio Reis, cidadão santoamarense, líder comunitário atuante na comunidade do Pilar,na luta de efetivar direitos fundamentais, bairro onde nasceu a luta do MOPSAM, uma das comunidades tradicionais da cultura popular, que esta atingida diretamente por esse racismo ambiental histórico,o ativista cidadão Edio Reis assina o manifesto e é, parte legitima dessa luta,junto com o MOPSAM.

 
O Cidadão Fabricio Santana, santoamarense empresario na cidade,graduado na areá de administração pela FAC,é interessado e comprometido as questões da contaminação por chumbo em sua cidade como cidadão atuante, é um novo integrante dessa luta através do MOPSAM e ASSINA O MANIFESTO.Seja bem vindo!!!





Cidadã santamarense Adriana Santana,estudante de Pedagogia, Ativista social, interessada nas questões ambientais e militante GLBTTS e das religiões de matrizes africanas, reside em Salvador, assina o manifesto e é parte legitima do MOPSAM, a favor da descontaminação por chumbo e outros metais pesados, na sua cidade natal, é contra a qualquer manifestação de racismo e em especial ao rac...ismo ambiental, seja muito bem vida Adri...


Por Adriana Dos Santos Santana:

“Atender às necessidades do presente sem comprometer as possibilidades de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades.” 
As formigas, por exemplo, juntam alimentos durante o verão para precauções futurasMas e nós?Ainda temos uma visão míope do futuro "breve” dessa realidade ao nosso redor e que ou nos fingimos de cegos, ou de fato, estamos!
Se esses pequenos animais podem... Nós somos humanos, o que nos possibilita melhorarmos, pois somos mais que uma formiga, ou pelo menos, éramos para ser.
Podemos então mais e melhor que elas e outros animais por ai. Podemos pensarInvestir!Investir em nossa mente, nossa cultura, nosso lugar, nossa cidade, nosso Santo Amaro da Purificação (o que acha?)
Em nosso conhecimentos. Será que foi a toa que o Caetano gritou: PURIFICAI O SUBAÉ! MANDAI OS MALDITOS EMBORA!?
Podemos mais! Não esqueçam! 
Podemos reduzir a ignorância!E reutilizar as habilidades que temos!
Para a PURIFICAÇÃO!Não só de Santo Amaro, mas de todo o planeta!
Para que tenhamos um Planeta Sustentável!Podemos, então, também investir em nossas atitudes.
Como diz Caco de Paula no site Planeta Sustentável, em 19/04/2007: O futuro a gente faz agora.
Um problema que levanta muitas questões exige múltiplas respostas.
Então, porque não termos uma atitude sustentável? Assim nos trará benefícios a curto e longo prazo para todos.E como diz uma amiga Sandrine: A Sustentabilidade começa em sua mente, depois na nossa.“Será que essa minha estúpida retórica, terá que soar, terá que se ouvir por mais de Zilá nos?
Eu quero gritar, e grito afinado, com esse povo doce e moreno... Então estamos agora juntos, fortalecendo essa luta para que essa poluição silenciosa não continue matando e adoecendo muitos cidadãos, alguns deles até vítimas inocentes dos "
Malditos". Para que o grito mudo de Caetano Veloso na voz de Maria Bethânia, ECOE! 

PURIFICAI O SUBAÉ!!!!


                                  

O jovem cidadão de atitude,Alan Henrique. C.de Santana o '' Mano Kbça'' nasceu na periferia, de Santo Amaro da Purificação , residente no bairro do Sacramento . Através do rap, anuncia os problemas esquecidos por varios políticos a contaminação do Chumbo e a poluição do rio Subaé , como muitos outros.o Mano Kbça, é mais um novo integrante do MOPSAM,assina o manifesto e é parte legitima dessa luta a favor da vida.Seja muito bem Vindo Kbça...



ASSINE O MANIFESTO:
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7657
E ENTRE NESSA LUTA VOCÊ TAMBÉM.
TODOS A FAVOR DA VIDA!!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Urânio da Bahia: Caetité não quer virar lixão atômico

Por racismoambiental, 29/05/2012 10:37 [Por Zoraide Vilasboas*, para o EcoDebate] Um ano depois que um levante popular tentou impedir que 90 toneladas de material atômico do Centro Tecnológico da Marinha, em Iperó (SP), chegassem à unidade da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité, além de conviver com o medo da contaminação da água, as populações afetadas pela mina de urânio continuam desassistidas pelo Estado, vítimas da omissão e inoperância dos poderes públicos, ante a gravidade dos riscos decorrentes da exploração do mineral. Mas estão dispostas a impedir que a Bahia vire um depósito de lixo nuclear. O episódio foi lembrado por moradores de Caetité e Lagoa Real em uma jornada de dois dias (15 e 16/05/2012), de reflexão e denúncia. Houve mostra de filmes, apresentação de pesquisa sobre a contaminação da água, na Universidade do Estado da Bahia, e exposição “Mãos do Césio”, sobre o maior acidente radioativo em área urbana do mundo, ocorrido em Goiania (Go), gerando 6 mil toneladas de lixo nuclear, mortes e contaminando, direta e indiretamente, 1.600 pessoas. O evento foi promovido pela Comissão Paroquial de Meio Ambiente, com apoio da Fundação Heinrich Boell e outros patrocinadores. A avaliação dos desdobramentos do fato apontou a morosidade e até falta de ação para a urgência de se conhecer efetivamente o quadro resultante da importação de riscos da indústria nuclear por parte dos poderes públicos municipal (Comissão Institucional Provisória sobre o Transporte de Material Radioativo); estadual (SESAB, CESAT, SEMA, Agricultura, Saneamento) e federal (IBAMA, Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Ministérios Públicos Estadual e Federal). A empresa também sofreu criticas pela irresponsabilidade social com as populações da região, pelo seguido descumprimento de compromissos assumidos com a sociedade e com os trabalhadores, que continuam penalizados pela falta de transparência e controle social sobre o setor nuclear brasileiro. Lixo atômico – Em maio de 2011, o composto de urânio, que veio embalado em tambores lacrados há mais de 30 anos, sobre o qual havia a suspeita de ser lixo radioativo, foi barrado pela população, gerando um impasse, que envolveu o setor nuclear, forças de segurança, autoridades e setores da sociedade de Caetité, Lagoa Real e Guanambi. A Prefeitura de Caetité criou uma comissão para lidar com o problema, com representantes da sociedade civil desses municípios, do IBAMA, INB e CNEN. Só depois de quatro dias, um acordo foi selado com a empresa e a carga, que ficou na PM de Guanambi, foi para a indústria. Mas o acordo não seria cumprido. Parte do material foi misturado com o concentrado de urânio fabricado na Bahia e exportado para a França, ainda que a empresa garantisse que ele seria apenas reembalado para exportação. Um ano depois, ninguém sabe ao certo o que vai acontecer com cerca de 18 toneladas do material radioativo que permanecem em Caetité. Entrevistas concedidas à Rádio Educadora pela INB e CNEN, no último dia 15, foram pouco convincentes. Há um ano, sem ter a licença ambiental necessária, a INB decidiu reembalar, de forma improvisada e precária, a carga que veio da Marinha, sem a segurança exigida para quem trabalha com material radioativo, impondo aos empregados o maior risco sofrido por exposição à radiação no meio ambiente do trabalho. Por isto, os trabalhadores decidiram não manusear o restante do produto, que, pelo acordo, já deveria ter sido devolvido à Marinha. “Temos a impressão que a empresa quer que a gente reutilize este material. Mas não vamos fazer isto. Fomos severamente expostos no reentamboramento, principalmente os terceirizados, que vieram de fora, e foram obrigados a triturar material compactado, em meio à poeira de urânio. Chegaram a pegar o produto com as mãos. Três desmaiaram”, lembrou o diretor do Sindicato de Mineradores, Francelino Cabaleiro. A gravidade da situação levou o Ministério Público do Trabalho a interditar a atividade e o IBAMA aplicou duas multas (R$600 mil e R$2 milhões). O plano de comunicação social da empresa que seria revisto segundo o acordo, “piorou de lá para cá. Os trabalhadores vivem na usina sem informação nenhuma, pois a INB se mantem em silencio absoluto. É na rua que sabemos o que acontece na empresa e temos que ficar calados, pois não existe transparência, frisou Cabaleiro. Também não se sabe o destino que será dado aos tambores que trouxeram o material radioativo. “Não queremos que tratem Caetité, como fizeram com Poços de Caldas (MG), para onde foi levado rejeito de unidades da Usan/INB, de São Paulo. Tambores sofreram a ação do tempo e estouraram ficaram lá no meio ambiente, foram enterrados. Sabemos extraoficialmente que a CNEN não autorizou a saída do produto de Caetité e que três municípios ganhariam incentivos para acomodar o rejeito nuclear. Se Caetité for um deles, garanto que a briga vai ser dura, porque não aceitamos este material aqui”, afirmou o sindicalista. Ele fez citou diversas irregularidades na administração da INB e disse que o Sindicato levou ao Ministério Público e à Polícia Federal denúncia de uma exploração ilegal de granito que estaria ocorrendo na área da INB. “Nossa expectativa é que estes órgãos apresentem o resultado das investigações e que a Comissão Institucional Provisória sobre o Transporte de Material Radioativo apresente à sociedade o relatório do seu trabalho”, concluiu. Contaminados sem remédios – No auditório da UNEB, em Caetité, e também na Lagoa Real, professores, estudantes e membros de movimentos e entidades sociais e populares conheceram experiências de outros grupos afetados por indústrias, como a dramática situação dos contaminados pelo acidente de Goiania, que aconteceu “por irresponsabilidade da CNEN, porque a capsula do césio, usada em radioterapia, foi recolhida por dois catadores de papel numa clínica abandonada. 25 anos depois, as coisas estão piores. Temos pessoas adoecendo e cada vez mais fragilizadas. Não existe uma doença especifica de vitimas de radioatividade. Ela causa uma deficiência imunológica no organismo e as pessoas passam a sofrer vários males. Só conseguimos ressarcir os direitos de 468 pessoas, ficando mais de 60% sem este reconhecimento. O governo federal, responsável pelo acidente, cruzou os braços. Só o governo de Goiás vinha nos assistindo. Contudo, há mais de um ano estamos sem remédios,” relatou Odesson Alves Ferreira, presidente da Associação das Vítimas do Césio-137. Outro depoimento comovente, do presidente do Movimento Popular por Saúde Ambiental, Ney Didan, tratou da contaminação por chumbo, cádmio e outros metais pesados, n o entorno da fábrica de chumbo, em Santo Amaro da Purificação (Ba). Segundo ele, “existe uma omissão histórica na cidade e os contaminantes continuam ali. Nada foi retirado. O estado passou asfalto por cima da escória nas ruas. Quando chove os resíduos descem o rio Subaé, há toneladas de chumbo no manguezal, o ar está poluído. Isto está comprovado. Pesquisas acadêmicas foram feitas, mas as providencias para garantir a saúde da população não foram tomadas. As comunidades lutam em torno da questão da saúde pública, contra um estado que faz de conta que nada vê”. A antropóloga Suzanne Alencar Vieira, apresentou sua monografia sobre, O drama azul: Narrativas do Drama das Vitimas do Césio em Goiânia e a profa. Luciana Souza Silva apresentou uma Avaliação da Radioatividade Natural em Águas Potáveis, de Superfície e Subterrâneas de Caetité, que determinou os níveis de radioatividade alfa e beta total e as concentrações de urânio em amostras de água consumidas pela população urbana e rural, em Caetité e Lagoa Real. Mas não avaliou a relação entre a exploração de urânio e a radioatividade encontrada nas amostras. Já o doutorando da Escola Nacional de Saúde Pública/FIOCRUZ, Renan Finamore, anunciou que fará uma pesquisa mesclando a questão da saúde pública, especificamente da saúde ambiental, com o tema da Justiça Ambiental. O movimento por Justiça Ambiental busca reagir contra o processo discriminatório, que coloca os ricos e prejuízos do capitalismo global sobre grupos populacionais mais fragilizados. Para Renan, o único consenso que existe é que não há níveis de exposição segura à radioatividade, principalmente em condições inadequadas de trabalho. Sua pesquisa vai relacionar esta premissa com a situação das comunidades do entorno da mina, “que enfrentam escassez de água e falta de acesso às informações. O setor nuclear, muito fechado, fica neste discurso de segredo, de soberania nacional, tentando impor uma abordagem meramente técnica, mas é preciso levar em conta a questão da saúde ambiental, pois a vida das pessoas está em jogo”, informou. *Jornalista, da Coordenação de Comunicação, da ASSOCIAÇÃO MOVIMENTO PAULO JACKSON – Ética, Justiça, Cidadania

Viver é relembrar e é PRECISO CAROS,MEIO AMBIENTE: A DÍVIDA FRANCESA COM O BRASIL CONTINUA..

Compreendermos de onde começa o que não se termina,é nunca é nunca é sempre é sempre ...

Sendo assim,o buraco é mais embaixo...
O que isso nus diz?eles tem muito a dizer não é mesmo senhores, 
Ex-ministro de relações exteriores Celso Amorim? e o Ex-presidente da Republica ? E mais uma centenas de gatos escaldados todos juntos e misturado

Leia com atenção.
Fonte:http://www.bahiaja.com.br/noticia.php?idNoticia=19562
08/11/2009 - 12:21
MEIO AMBIENTE: A DÍVIDA FRANCESA COM O BRASIL





Reportagem Antonio Jorge Moura

Aproveitando uma provável visita do presidente Lula a Salvador, em 20 de novembro próximo, Dia Nacional da Consciência Negra, para assinar documentos de reivindicação dos mais expressivos e históricos Terreiros da tradição religiosa e cultural afrodescendente - Bogum, Casa Branca, Oxumaré, Gantois, Opô Afonjá, Alaketo - (faltaram ser ouvidas a casa de Luizinho da Muriçoca, imortalizada na literatura de Jorge Amado, o Ilê Asipá, do Mestre Didi, e os templos de Santo Amaro da Purificação, Saubara, Cachoeira, São Félix, Muritiba, além das casas da Chapada Diamantina) abordo um assunto relevante.

O presidente da França, Nicolay Sarkosy, esteve recentemente na Bahia a convite do presidente brasileiro e não ficou sabendo que o país europeu tem uma enorme dívida ambiental com o Recôncavo baiano e a Baía de Todos os Santos.

Caminhando pela orla de Amaralina, a jornalista Carmela Talento, mãe extremosa de três de meus cinco filhos, me ordenou: escreva sobre isso. E aqui estou eu, debruçado sobre os teclados de minha máquina de escrever metida a besta - o computador de casa - cumprindo as ordens da mãe de Bruno, Silvana e Daniel.

O amigo francês do Presidente Lula talvez nem soubesse o que ocorreu por aqui, o crime ambiental provocado pela ganância do capitalismo francês. Esse assunto, aliás, pode servir para o chanceler Celso Amorim caso a França engrosse o caldo na próxima reunião da cúpula mundial para discutir as questões ambientais do planeta Terra.

Minha história começa nos anos 70 do século passado quando o histórico economista Rômulo Almeida, de quem tive a hora de ser assessor de imprensa, me contou a sobre a chegada dos franceses a Boquira, no sertão da Bahia.

Nessa época do desembarque bem sucedido dos franceses mundo estava em plena II Guerra Mundial, vivendo o esforço dos aliados para vencer a Alemanha nazista, quando descobriram umas amostras de minério de chumbo num museu francês de história natural, nas quais estava a identificação de que se tratava de minério encontrado no Nordeste brasileiro.

A Franca precisava fabricar munição para vencer as forças nazistas. E os pesquisadores franceses resolveram vir ao Nordeste do Brasil dar uma busca para encontrar a dita mina. Passaram pela Bahia e por diversos estados da Federação sempre usando a mesma tática. Como então os caminhos do Brasil eram percorridos pela via férrea, não existiam estradas asfaltadas, saíram por aí e aqui procurando informações. Claro tendo a cautela de não revelarem o porque do interesse.

Acabaram passando por Boquira, depois da região de Jequié e Conquista, exibiram as amostras de minério ao farmacêutico local, que olhou e viu algo familiar: "Ah, é das pedras que o povo daqui cata no Natal para armar o presépio. Tá cheia delas".

Os franceses não falaram nada sobre as pedras e pediram para ir no local porque, na França, um país católico, eles tinham a tradição de montar presépio para as festas natalinas. Deram nova busca e voltaram entusiasmados a Paris. E começaram a operação de transporte do minério que aflorava espontâneamente na superfície, usandoe um forma também muito esperta.

Pediram para coletar as pedras, fazer algumas escavações e transportá-las em composições de trem de carga para Salvador. No Porto de Salvador, sempre davam uma forma de navio de bandeira francesa atracar e, com a justificativa de que precisavam dar lastro à embarcação para que não naufraugasse em alto mar, colocavam as pedras xx e atravessavam o Atlântico com as futuras balas que iriam derrotar os nazistas.

Ao mesmo tempo, providenciaram junto aos amigos que fizeram em Boquira para que pedissem o governo brasileiro a concessão do direito de lavra da gigantesca mina de minério de chumbo que já haviam pesquisado.

Assim, a Bahia e o Brasil participaram do esforço de guerra dos aliados da II Mundial para derrotar a Alemanha de Hitler.

Passado o conflito bélico os franceses chegaram à conclusão de que não precisavam mais transportar o minério para a Europa e decidiram instalar uma usina de processamento do metal. E escolheram próximo à borda da Baía de Todos os Santos o local para instalar a usina e lançar os dejetos do processo industrial. A estrada de ferro passava em Santo Amaro da Purificação, onde tinha um rio, o Rio Subaé, que desaguava na Baía.

Aí montam a Companhia Brasileira de Chumbo (Cobrac), hoje, felizmente, fechada, sem operar, mas com suas marcas presentes na terra de Caetano, Bethânia, Jorge Portugal e de Dona Canô.

Na década de 70 do século passado, quando o pesquisador Oscar Nogueira, do Instituto de Química da UFBA, encontrou presença de chumbo, cádmio e zinco nas águas do Subaé, estimou-se que a Cobrac havia lançado no rio e, consequentemente, na Baía de Todos os Santos, mais de 400 toneladas dos três metais.

E a limalha sólida do processo industrial era usada para fazer aterros e nivelar ruas em Santo Amaro, expalhando a poluição pela zona urbana da cidade. Centenas de trabalhadores da Cobrac contraíram saturnismo, doença causada pela ingestão de chumbo pelas vias respiratórias.

Esse é o passivo ambiental deixado pelos franceses na passagem deles pela Bahia depois da II Guerra Mundial, além do enorme buraco da mina de minério de chumbo de Boquira.

O detalhe é que a mineração de Boquira e a usina Cobrac foram do Grupo Penarroya, de capital francês, pertencente a uma família de nobres franceses, a Família Rotchild.

Taí uma boa oportunidade do Presidente Lula reivindicar do Presidente Sarkozy uma indenização às famílias de Santo Amaro e de Boquira afetados pelo Grupo Penarroya. E que a França ajude o governo Brasileiro a despoluir a Baía de Todos os Santos, as águas onde nasceu o Brasil. Ou ajuda ou esse é um assunto que as autoridades brasileiras podem levar ao Tribunal Internacional de Haia. Ou não? Vai ficar por isso mesmo? O Brasil é a latrina do mundo desenvolvido?

Mês de Junho, mês do meio ambiente em Santo Amaro



Quem pode informar?




 Se teremos ou não, atividades no mês de junho no mês do meio ambiente, através de algum grêmio associativo ou pela gestão local de Santo Amaro, e sua secretaria de Meio ambiente, se teremos alguma programação, para o mês de junho sobre meio ambiente, no Município de Santo Amaro?

Uma forma democrática,participativa e coletiva, que tragam a luz da consciência um compromisso real e sem omissões, sobre o descaso histórico das instituições do ESTADO, com o Rio subaé,com os manguezais com a população? 


Pergunto se teremos um evento que possibilite através, de politicas publicas de  que incentive e instrumentalize  a sociedade em buscar direitos  e conhecer as questões dos impactos locais da contaminação e seus agravos ao meio ambiente e o que podemos fazer para mudar essa historia?

Quem puder informar serei grato...

Ney Didan,Idealizador Articulador em rede do Mopsam Mops.

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